Homem morto em pensão por não ter pago o quarto

Um homem de 46 anos foi, na segunda-feira, morto a tiro, disparado por um segurança de uma pensão, no bairro Sapu, em Luanda, quando tentava abandonar o local sem pagar a maior parte do dinheiro que ficou a dever pela ocupação de um dos quartos para onde entrou às seis horas da manhã com uma rapariga.

O cliente, como já era conhecido da pensão, conseguiu convencer o gerente para ficar com a moça que o acompanhava, pelo menos uma hora num dos quartos por 1.000 kwanzas, quantia de que dispunha, quando o serviço à hora custa 1.500 kwanzas. O cliente acabou por ficar todo o dia no quarto e quando quis abandonar o local, por volta das 16h00, foi informado, na recepção, de que devia pagar mais 18 mil kwanzas.
Depois de ter concluído o tempo de uma hora, o gerente preferiu não interromper o cliente porque este conhecia as regras da pensão segundo as quais um cliente não deve ser interrompido após terminar o tempo pago, na perspectiva de querer continuar a ocupar o quarto.

O homem disse que não tinha 18 mil kwanzas naquele momento, uma informação que provocou uma troca de palavras com o gerente. O ambiente só ficou amainado quando o cliente disse que tinha de sair para “desenrascar” o valor em falta. O gerente ainda foi condescendente por ter baixado dívida para 15 mil kwanzas, a pedido da vítima.
O pedido foi aceite pela gerência com a condição de ele deixar a viatura no pátio do estabelecimento. O cliente dirigiu-se à viatura, estacionada fora da pensão, para a colocar no interior do estabelecimento, cujo portão foi aberto pelo segurança em serviço.
O homem, quando simulava estar a pôr o carro no pátio da pensão, decidiu abandonar o local, mas não foi muito longe. O segurança, munido de uma AKM, disparou contra o cliente que foi socorrido, mas acabou por morrer momentos depois de ter dado entrada numa unidade hospitalar do bairro Sapu.

O Serviço de Investigação Criminal (SIC), quando chegou ao local, deteve o segurança e o gerente. O guarda acusa o gerente de lhe ter ordenado para disparar contra o cliente da pensão.

O proprietário da pensão evita frequentar o estabelecimento por medo de retaliação de familiares da vítima.

A moça que acompanhava a vítima não presenciou a morte por ter abandonado a pensão no momento da troca de palavras entre o seu acompanhante e o gerente.

 

Post Author: facesdeangola

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