Trabalhadores paralisam actividades em todo o país

A greve dos trabalhadores da Movicel, para reivindicar um conjunto de direitos, começou ontem em todas as províncias, confirmou o porta-voz da Comissão Sindical, Costa Santos.

O sindicalista disse que,  foram feitos vários esforços para evitar a greve, mas que a direcção da empresa, não se mostrou disponível para atender as preocupações dos trabalhadores.
“A arrogância continua a ser a principal arma deles, mas, enquanto as nossas inquietações não forem atendidas, a greve não para”, afirmou Costa Santos que referiu “a paralisação é por tempo indeterminado”.
Os trabalhadores, que decidiram vestir-se de preto, para simbolizar tristeza, disseram que, apesar de já terem dado início à greve, a direcção da empresa continua sem se pronunciar sobre as reclamações  apresentadas. A equipa de reportagem, conversou com Paulo Abreu, director de Recursos Humanos da Movicel, que disse não ser verdade que a direcção não esteja interessada em conversar, a fim de se encontrar uma solução para o conjunto de reclamações apresentadas pelos trabalhadores da empresa.
Paulo Abreu declarou “que dos 14 pontos apresentados pelos funcionários, no caderno reivindicativo, 13 já começaram a ser executados”, faltando apenas o décimo quarto que  exige um aumento salarial na ordem dos 75% Explicou que, “face à conjuntura financeira em que se encontra o país, a  direcção da empresa está sem disponibilidade de atender a exigência”, mas, ainda assim, informou que um estudo à volta desse ponto está a ser levado a cabo, no sentido de encontrar outra solução”. Quanto a uma possível retaliação sobre os trabalhadores que aderiram à greve, Paulo Abreu disse “que não, por se tratar de um direito que lhes assiste”. “A empresa não vai despedir nenhum  trabalhador”.

 

Post Author: facesdeangola

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