Médicos desempregados constituem uma heresia

O neurologista Miguel Santana Bettencourt Mateus, é o primeiro médico que anuncia oficialmente a intenção de concorrer ao cargo de bastonário, da Ordem dos Médicos de Angola, que é ainda liderada por Pinto de Sousa, que já não pode concorrer por força dos estatutos.

A decisão de candidatar-se, foi comunicada ontem ao Jornal de Angola, pelo próprio médico, que disse ser uma decisão resultante da abordagem de “muitos colegas” que o incentivam a assumir o cargo de bastonário que, na sua opinião, é uma função que exige um determinado perfil, experiência profissional e conduta que se encaixam no perfil que possui.
“Até há pouco tempo estava indeciso, por algumas razões, que prefiro reservar para mim, mas, diante do cenário actual, e por pressão de vários colegas, acabei por admitir que, tão logo se inicie o processo, assumirei uma candidatura para o efeito”, acentuou o médico, que já foi decano da Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto.
Miguel Bettencourt, especialista em Neurologia com doutoramento  em Neurofisiologia, acredita que pode chegar ao cargo de bastonário, uma convicção resultante das “pressões” que tem recebido de diferentes grupos de colegas que têm manifestado o seu apoio, além de que considera exigível para o cargo um percurso similar ao seu como médico.
“Suponho que haja boas probabilidades de vitória”, admitiu o médico,  que disse fazer sempre primeiro, quando parte para um processo desse tipo, uma análise cuidada das probabilidades.
Por ser ainda prematuro, tendo em conta o facto de o processo eleitoral, não estar ainda aberto, o médico preferiu não mencionar ao detalhe as grandes linhas de força do seu programa eleitoral, mas acentuou que “a definição final de uma linha eleitoral implicará a conjugação das minhas ideias com as do staff que me suportar”.
Embora tenha sido lacónico, quando lhe foi perguntado sobre as grandes linhas de força do seu programa eleitoral, Miguel Bettencourt, deu ênfase ao facto de já ter identificado “vários eixos de intervenção”,  que carecem de uma abordagem urgente.
No rol do que chamou de “vários eixos de intervenção” está a necessidade de a Ordem dos Médicos de Angola ser “mais activa e interventiva na defesa, dos interesses globais da classe”.

Post Author: facesdeangola

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