Preço do petróleo desce para USD 63 perdendo mais de 9%

A tranquilidade do inicio do ano perdeu-se com o recuo do preço do barril de petróleo para menos de USD 63, uma quebra só comparável à que ocorreu há dois anos, quando o preço desceu para USD 26. A culpa é do aumento, maior que o previsto, da produção norte-americana de óleo de xisto.

O pesadelo concretizou- se e o vertiginoso aumento da produção norte-americana de óleo de xisto, agora recorrendo a tecnologia mais eficaz importada da extracção de gás natural através de fracturação da rocha, parece imparável na demolição dos esforços da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e os seus 10 aliados para introduzirem maior equilíbrio entre a oferta e a procura de crude ao retirar, diariamente, cerca de 1,8 milhões de barris do mercado. O petróleo teve a sua pior semana desde 2016 e registou uma queda equivalente à observada há dois anos atrás, quando o preço do barril de Brent (referência das ramas angolanas) bateu no fundo, cotando a USD 26, desencadeando um grave aperto orçamental nos países produtores, como é o caso de Angola, com a austeridade orçamental a ser acompanhada por uma grave crise cambial.

Na Quinta-feira o preço do barril descia, pela primeira vez desde o último mês de Dezembro, abaixo de USD 65. O crude do Mar do Norte, para entrega em Abril, terminava a sessão no International Exchange Futures a cotar 74 cêntimos menos que os USD 65,55 com que fechara as transacções na véspera. Na sessão que fechou a última semana o preço do barril de Brent caiu mais 2%, para USD 62,66. Em Nova Iorque o WTI também recuou perto de 2%. Após a recuperação encetada a partir de Junho de 2017, quando a coligação entre a OPEP e produtores aliados, liderada pela Arábia Saudita e Rússia, o preço do barril desenhou, em Janeiro, uma curva cada vez mais pronunciada no seu sentido ascendente, terminando o primeiro mês do ano, o melhor dos últimos três, acima de USD 70 à 25 de Janeiro atingiu os USD 71,28 dólares, a sua cotação mais elevada desde 2014, o que suscitou euforias, com algumas entidades muito credíveis, como é o caso do banco Goldman Sachs, a atreverem-se a prognosticar que atingiria, nas próximas semanas, a marca de USD 80 ou que ficaria perto disso.

Post Author: facesdeangola

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