Fuga à paternidade

Fuga à paternidade compreende-se como a negação ou rejeição de assumir as suas responsabilidades paternais ou maternais em relação ao filho nascido.

A nossa sociedade regista muitos casos de fuga à paternidade, as mulheres reclamam muito sobre esta atitude dos homens que as engravidam e abandonam sem assumir o fruto de suas relações e decisões comum no momento do acto sexual. A fuga à paternidade continua a ser um problema que se vive em muitos lugares do mundo e o nosso país não esta isento.

Na verdade existem inúmeros motivos que estão na base desse problema que vem se alastrando na Sociedade Angolana.

As causas da fuga à paternidade, estão relacionadas o não sustento da família com o salário insuficiente de um dos pais, o desperdiço de dinheiro, pode levar a negligenciar os filhos, a prostituição de um dos pais conduz a negação da acção paternal sobre os filhos, a infidelidade no lar, leva um dos parceiros a abandonar os filhos com um dos cônjuges sem tomar conta deles, a irresponsabilidade dos pais em não cuidar dos filhos sobretudo na saúde, no vestuário e na habitação constitui consequências negativas sobre os filhos por falta de atenção.

Fuga à paternidade e a perda de valores morais têm influenciado negativamente no desenvolvimento da criança. A falta de um elemento da família, particularmente o pai, causa à criança um desvio de conduta, criando nela um sentimento de rejeição por todos que a rodeiam, provoca-lhe traumas e reduz-lhe a auto estima, deixando-a vulnerável a várias situações.

A infância determina toda a vida do ser humano e por isso deve ser bem instruída e encaminhada pelos pais. A criança que convive com a falta de responsabilidade dos pais é propensa a tornar-se num indivíduo em conflito com lei.

Alguns defendem mesmo que este acto é uma das violações mas graves contra os direitos das crianças, visto que ela promove efeitos maléficos na via delas. A negação paternal implica dificuldade no registro de menores e consequentemente o pleno exercícios dos direitos humanos.

A sociedade não pode ser indiferente a esta realidade, a segurança dos filhos compete a todos e a cada um. Devemos ser mais responsáveis e mudar os nossos comportamentos e atitudes, uma vez que esta situação torna os menores indefesos, frágeis e facilmente perdem-se em más condutas que acabam prejudicando o seu futuro. O Estado no seu próprio campo de acção deve continuar a ampliar a sua capacidade, para garantir as condições necessárias que permitam uma maior garantia legal diante desta situação.

Seja responsável e cumpra com os seus deveres e obrigações. Compartilhe connosco as suas ideias e sugestões! Sinta-se à vontade para deixar um comentário ao final desta página.

 

Post Author: facesdeangola

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