BNA deixa mercado determinar o câmbio

Falando aos jornalistas, durante a apresentação das linhas gerais do Programa de Estabilização Macroeconómica (PEM), aprovado em finais de Dezembro, Manuel Nunes Júnior, sublinhou que o maior desequilíbrio ocorreu nas contas fiscais, que entre 2013 e 2016 tiveram uma queda acumulada de 40 por cento, não obstante as receitas provenientes do sector não petrolífero, terem conhecido um aumento de 27 por cento, mas insuficiente para compensar a perda das receitas petrolíferas, que se situaram muito próximo dos 70 por cento.
“Esta queda das receitas fiscais, não foi acompanhada de uma redução proporcional nas despesas, resultando daí défices fiscais sistémicos, financiados por endividamento externo e interno”, sublinhou o ministro de Estado.
Referindo que com essas características, o país está a viver uma situação de “fraco ou nulo crescimento económico”, associado a um am­biente em que prevalecem altas taxas de inflação.
O ministro de Estado, para o Desenvolvimento Económico e Social, vincou a aposta do Executivo numa político de estabilização macroeconómica, para fazer os ajustes fiscais, reduzindo os gastos a níveis adequados e também do mercado cambial, para torná-lo mais flexível.
No final do PEM, com duração não superior a um ano, o Executivo, pretende melhorar o equilíbrio das contas internas do país, diminuir consideravelmente a segmentação do mercado cambial, reduzir as taxas de inflação e criar um ambiente propício ao investimento privado, bem como relançar a economia e melhorar os indicadores social.

Os défices orçamentais, em que o país incorre, levaram a um aumento do endividamento interno e externo, com a dívida pública, que representava menos de 30 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, a passar rapidamente para quase 60 por cento em 2016, revelou ontem, em Luanda, o ministro de Estado para o Desenvolvimento Económico e Social.

Post Author: facesdeangola

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